Véspera Iron Man

04 de abril de 2015 | Comentar

Hoje é véspera do Iron Man 70.3 Brasília. A ansiedade é grande. Essa mensagem da Madre Tereza de Calcutá parece feita para um momento como esse. Saber ser persistente, obstinado, não desistir dos sonhos, ter humildade e força para voltar atrás do sonhos que abandonou no caminho e não desistir. Nunca desistir. Não desistir da corrida, da caminhada, da vida, dos homens, da justiça, da fraternidade. Jamais deixar que a chama da esperança se apague no seu coração, na sua alma e no seu corpo. Só homens e mulheres bons e que não desistem da sua bondade serão capazes de construir um mundo melhor. Eu acredito nisso e a corrida e o Triathlon alimentam essa minha crença que dá sentido e alegria a minha vida.

Ontem à noite 2000m de natação em 50min. Hoje cedo 8.34km de corrida em 45min. Treino feito.

20 de março de 2015 | Comentar

A vida é feita de escolhas. Eu fiz as minhas. Nadar, pedalar e correr faz parte da decisão de ter uma vida saudável, mas também faz parte da decisão de pensar como meus filhos olharão pra mim. Nós somos espelhos para os nossos filhos. Eles nos admiram e nos imitam, nos erros e nos acertos, por isso, é melhor cuidar pra acertar mais que errar. Tive meu pai por pouco tempo - só até os 12 anos - mas lembro as lorotas de criança que contava dele na escola: o mais forte, o melhor jogador de futebol, o mais inteligente. O Gabriel já é um rapaz e sei que aprendeu a admirar a minha disciplina e dedicação. A Marcelinha, quero que, quando ficar mocinha, não diga na escola que o papai dela é o mais rico ou mais poderoso, quero que ela diga que ele é um cara legal, um maratonista, um Iron Man. "Um dia, se eu tiver uma lápide e puder entalhar nela meu epitáfio, eis o que gostaria que dissesse:
Haruki Murakami
1949-20**
Escritor (e Corredor)
Pelo menos ele nunca caminhou"
Do que eu falo quando eu falo de corrida. Haruki Murakami.

Emagrecer com saúde!

20 de março de 2015 | Comentar

Quando decidi começar a me dedicar de forma mais disciplinada à corrida, emagreci 8 kg (de 94kg para 86kg) sem nenhuma restrição alimentar. A regra era simples. Quando mais eu comia mais eu treinava e mesmo consumindo muitas calorias sempre gastava mais do que consumia. Para baixar de 86kg precisei de um acompanhamento nutricional que me fez chegar a 79kg. Ano passado, durante a campanha, parei de treinar e ganhei 8kg chegando a 90kg. Com um mínimo de disciplina alimentar e muito treino, passados 5 meses, cheguei hoje a 82kg. Não cumpro dietas sacrificantes. Quando tentei não tinha energia para treinar. Assim, aprendi que a forma saudável de emagrecer é com treino, sem sacrifícios alimentares exagerados. Assim, o emagrecimento é lento, mas saudável e consistente. Chegarei no dia 05.04 (data do Iron Man 70.3) com 79kg, mas depois voltarei para 82kg que é o peso que me sinto bem fora de competição.

Sobre humildade e liberdade, na corrida e na vida

06 de fevereiro de 2015 | Comentar

 


 Na vida e na corrida aprendemos com o acúmulo de novas experiências. O tempo também vai nos mostrando que ele (tempo), quando encontra uma alma humilde, pode ser um grande professor.

Estamos em fevereiro de 2015 e eu estou com a minha família de férias passando por Orlando e Nova Iorque.

Houve um tempo em que o meu preconceito ideológico não me permitia enxergar a grandeza do que a humanidade convencionou chamar LIBERDADE e que não é possível construir um mundo justo, fraterno e solidário sob bases autoritárias.

É disso quero falar de HUMILDADE e de LIBERDADE, na corrida e na vida.

O passar do tempo sempre traz a velhice e os cabelos brancos, mas só traz a sabedoria para os de alma humilde. O passar do tempo, quando acompanhado de arrogância, só produz amargura e preconceito. É preciso ser humildade para tirar as lições que a vida nos dá.

Assim é na corrida. É preciso reconhecer os seus limites e respeitar as adversidades e os terrenos desconhecidos para enfrentar novos desafios.

Sai pra correr num frio de menos 4 graus pelas ruas de Nova Iorque. Era correr pelo desconhecido. Já nós primeiros passos,  desisti do treino de 10km e transformei numa corrida de reconhecimento. 5km com paradas pra fotos com bonecos de neve e nas belas praças cobertas de neve.

Com a devida prudência percebi que era possível fazer uma treino mais longo e planejei um que está no imaginário de muitos corredores. Correr no Central Park.
Pelo menos para nós amadores a corrida de longa distância é um gesto libertário. Não corremos só pela corrida. Corremos pela beleza da paisagem que nos acompanha e da diversidade de rostos e corpos ao nosso redor.

Não há prazer na corrida sem liberdade.

É inimaginável alguém passar a vida inteira correndo e treinando para uma maratona (42km) na mesma pista de atletismo de 400m, vendo sempre a mesma paisagem e as mesmas pessoas. Isso seria enlouquecedor.

Seguro de que era possível suportar o frio e com a sorte de uma manhã com 3 graus parti para uma longa corrida de desbravamento. 10km, sem percurso pré-determinando, salvo o desejo de correr a toa pelo Central Park coberto de neve.

Correr no Central Park coberto de neve é como correr dentro de um freezer, com a diferença da paisagem deslumbrante, dos rostos de corredores e corredoras anônimos pra mim, dos idosos passeando com os seus cachorros, das crianças brincando com seus cachorros na neve, dos esquilos perambulando e, acima de tudo, da liberdade de simplesmente correr.

Planejados 10km, corri 15km aproveitando que me perdi no parque deslumbrado pela beleza do lugar e encantado pela experiência.

A Humildade me fez reconhecer os meus limites e fazer uma corrida curta, mas criou as condições para o desfrute da liberdade de uma corrida longa.
Na vida e na corrida, o homem precisa ser humildade para aprender com o tempo e livre para evoluir com as novas experiências.

Recomeçar...

02 de dezembro de 2014 | Comentar

Fiquei afastado dos treinos e do blog por 3 meses por conta da campanha. Nesse tempo, ganhei 6 quilos e pude confirmar o quanto me faz falta o correr, nadar e pedalar.

O retorno é sempre difícil. Readaptar o corpo e a mente, reprogramar os horários de treino, enfrentar o desafio psicológico de encarar a queda de rendimento, tudo parece sacrifício. Mas que um retorno, é um recomeço. E recomeçar não é tarefa das mais fáceis.

Imagine você tendo que percorrer um longo caminho, de repente, por algum motivo você precisa parar e, ao recomeçar percebe que está alguns quilômetros atrás do ponto aonde parou. É essa a sensação. Agravada pelo fato de que, nesse caso, o destino não é um lugar físico, é um estado de espírito, é um desejo insaciável de superar limites. É grande a tentação de desistir. Como retomar uma caminhada para o desconhecido?

Impossível responder essa pergunta sem experimentar o recomeço. É como tentar explicar, para quem nunca correu, o prazer de correr uma maratona, com a dureza e os sacrifícios que uma prova de 42km exige. É simplesmente inexplicável pra quem fala e incompreensível para quem ouve. Só conhece o prazer do recomeço quem recomeça, como só sabe o prazer de cruzar a linha de chegada de uma maratona quem completa uma maratona.

Quero dizer que você que desistiu ou que ainda não assumiu o desafio de recomeçar, nunca saberá o quanto o recomeço faz bem ao corpo e a alma.

Claro que não é uma tarefa fácil! Fácil é desistir! Mas, eu garanto para você! É muito menos difícil que a decisão que você tomou lá atrás. A decisão de dar o primeiro passo nesse caminho desconhecido e cheio de encantos que é a corrida.

Foi durante esse recomeçar na corrida e no triathlon que ouvi uma palestra do meu amigo Tenório Telles sobre o livro e a leitura. Tenório falava com paixão sobre como o livro e o amor pela leitura mudara o destino de um jovem pobre chamado Machado de Assis. Os olhos dos jovens estudantes que o escutavam brilhavam e seus corpos se deliciavam com o entusiasmo do palestrante. E eu ali. Assistindo a tudo. Emocionado. Quase as lágrimas.

É nessas horas que me sinto vivo, que me sinto gente. E enquanto eu puder chorar com a força da palavra, com a melodia de uma música, com a beleza de um quadro, com o declamar de uma poesia ou com um cruzar a linha de chegada ou mesmo com o simples prazer de durante uma corrida abrir os braços e agradecer a Deus é porque ainda estou vivo.

Mas preciso contextualizar essa história. O que ela tem a ver com um texto que fala de corrida e de recomeço?

É que, enquanto o Tenório falava, eu imaginava quantos livros aqueles jovens já tinham lido? – fora aqueles obrigatórios da escola e que virou moda ler só o resumo -        que livros eles estavam lendo? Tomou o meu pensamento, com toda força, uma frase muito ouvida nas escolas hoje em dia: eu odeio ler!

Lembrei de todos que “odeiam ler”. Porque os que odeiam ler, encaram a leitura como uma perda de tempo, como coisa de tolo que não tem o que fazer. E era assim que eu encarava a corrida. Até um dia que aprendi a amar a corrida. E quando aprendi a amar a corrida ela passou a ser parte da minha vida. E quando ela passou a fazer parte da minha vida, tudo se inverteu. O difícil que era recomeçar virou fácil e o fácil que era desistir virou difícil, talvez o melhor termo seja: impossível.

Ninguém ama o que não conhece. Para amar a corrida é preciso correr. Assim como para amar a leitura é preciso ler.

Mas você pode insistir que as vezes é muito difícil. E é. Mas, no começo, ou no recomeço, corra um dia, corra dois dias, corra três dias, corra uma semana, corra um mês, corra no dia que você menos quiser correr e, sem que você perceba a corrida tornar-se-á um hábito prazeroso na sua vida.

É assim que vou recomeçando. Voltando aos treinos, respeitando e desafiando os meus limites, estabelecendo novos objetivos e dividindo essa experiência.

Sobre corridas e derrotas

07 de fevereiro de 2014 | Comentar


As pessoas, em especial as públicas, têm medo das suas fraquezas e pavor de expô-las. Eu não tenho! Não me sinto diminuído quando divido com meus leitores as minhas angústias, os meus medos e as minhas derrotas. Faço isso como uma forma de realimentar meu espírito e renovar minhas forças para enfrentar novos desafios.

Fiz a minha primeira maratona (42Km) em julho de 2013 com o tempo de 4 horas e 14 minutos, 16 minutos abaixo do planejado. De lá em diante, vinha numa evolução constante, melhorando muito meus tempos nas provas de triathlon e em algumas meias-maratonas (21km).

Seguro, depois de correr uma meia-maratona próximo de 1 hora e 50 minutos com o meu tio Gilberto – um corredor mais experiente e mais preparado que eu – decidi enfrentar outra maratona em janeiro e combinamos que faríamos a Gran Canaria Maratón em Las Palmas nas Ilhas Canarias (uma ilha que fica no Atlântico bem próximo do sul do Marrocos e do norte do Saara Ocidental, mas que pertence à Espanha), no dia 26.01.2014.

Planejei uma viajem de final de ano com a família (esposa Juliana, filho Gabriel de 16 anos e filha Marcelinha de apenas 9 meses) e inclui na programação a ida a Valência na Espanha para lá encontrarmos com o meu tio e irmos rumo as Canarias.

Sem muita disciplina (aqui a indisciplina não é por falta de treino, mas por excesso), sem planejamento e com o VOLUNTARISMO que me é peculiar fui me preparando com o objetivo de fazer a minha primeira maratona em menos de 4h. Sentia-me forte e capaz, apesar de algumas dores do joelho que já começavam a me incomodar.

Algum tempo antes da viagem recebi a notícia que meu tio Gilberto não faria mais a prova. Ele sofrera um atropelamento grave quando treinava em Valência (onde mora) e estava à espera de uma cirurgia. Resolvi manter a programação da corrida.

Viajamos. Manaus-São Paulo. São Paulo-Madri (10 horas de vôo). Madri-Valência (2:30 de trem). Valência-Canarias (2:30 de vôo).

Nos 4 dias em Madri fiz meus treinos de 10km em bom ritmo, todos num frio intenso e um deles numa temperatura de 2 graus negativos.  Em Valência, mais um treino de 10km sob muito frio.

Eu, Juliana, Gabriel e Marcelinha partimos para Las Palmas de Canaria no dia 22 – 4 dias antes da maratona. Fiz uma corrida leve de 7km no dia 23 e planejei descansar nos dias 24 e 25. Não consegui. Quase apanho ao sugerir isso para a Juliana e o Gabriel, já que a Marcelinha ainda não tem poder de reação. Foram dias intensos de passeios com a família, incluído na véspera dirigir 200km um carro com câmbio mecânico subindo a montanha.

As dormidas sempre difíceis por conta do fuso horário. 5 horas de diferença em Madri e Valência e 4 horas de diferenças nas Ilhas Canarias. Na véspera da prova não foi diferente, dormi mal e acordei muito antes do horário.

Chegou a hora. Peguei o ônibus do hotel para o local da largada. A experiência de sair só – a largada e a chegada eram um pouco longe do hotel e nós viajaríamos de volta à Valência pouco depois da corrida e por isso minha família não iria comigo para a corrida - e saber que lá chegando também não encontraria ninguém conhecido era desagradável. A corrida assim perdera aquele sentimento de confraternização com amigos e de cumplicidade no desafio.

No ônibus uma conversa rápida com 2 senhores espanhóis que fariam sua primeira maratona e ficaram surpresos em encontrar um brasileiro que saira do Amazonas para correr uma maratona nas Ilhas Canarias – eu também  ficaria.

Cheguei. Aqueci um pouco. Foi dada a largada às 9h em ponto (5h da manhã em Manaus), sob uma temperatura de 17 graus, com céu sem nuvens e muito sol.

Primeiro quilometro com pace abaixo de 5min/km. Até o quinto quilometro sempre abaixo de 5. Por volta do km 7 passei em frente ao Hotel Verol e pude ver pela janela de vidro minha família tomando café, mas eles não me viram. Decidi adequar o ritmo para 5min/km, planejando que completaria os primeiros 21km em 1:45 (meu melhor tempo na meia-maratona) e teria uma folga de 30min para a segunda volta.

Focado, não prestava muita atenção no percurso. Mas lembro da lindíssima imagem da praia, da catedral de Santa Ana e da alegria nas palavras de entusiasmo das milhares de pessoas que assistiam a prova e repetiam por toda parte: “animo” “animo” “animo”. Estava bem, veloz e concentrado no meu objetivo.

Fechei a primeira volta de 21km (a prova eram 2 voltas no mesmo percurso) em exatos 1:45 (meu melhor tempo de meia-maratona). Tudo bem nos primeiros quilômetros da segunda volta. Baixei o ritmo para 6min/km.

Por volta de 25km os primeiros sinais de cãibras no músculo posterior da coxa. Lembrei do Iron Man e se lá fui capaz de fazer os 21km com cãibras em 2:14, certamente, alcançaria meu objetivo de concluir a maratona em menos de 4h.

No entanto, aos 28km passei a sentir dores no joelho esquerdo. Uma dor muito incomoda. Ainda tentei ignorar a dor e apegar-me às palavras de incentivo das pessoas que assistiam a passagem da maratona e à bela paisagem da praia de Las Palmas num dia de sol e céu azul que decorava esse trecho da prova. Mas não resisti.

No km 31 as dores no joelho já eram insuportáveis mesmo no trote. Restavam-me dois caminhos: parar ou seguir andando. Para mim, parar e não concluir a prova seria motivo de decepção intima e perante todos os que torciam por mim, minha família que estava comigo na Ilha e meus amigos que torciam de Manaus. Seguir caminhando traria uma decepção íntima, mas ainda assim eu concluiria em um tempo longe do planejado, mas bem razoável. O certo seria parar. Mas decidi seguir.

Foi um momento muito duro. Sentimento de frustração. Sentia vontade de chorar. Mas era preciso reunir forças para seguir em frente restavam 11km que eu faria caminhando, já que nas tentativas de trotar ao menos as dores eram insuportáveis.

Faltavam menos de 5km pra o fim da prova. Havia uma grande turma em uma das avenidas fazendo festa e estimulando os corredores que passavam já bastante desgastados. Eu caminhava. Quando passei por eles, tentei correr, mas não dei 10 passos e isso quase me causa a desistência final. Era definitivo. Não dava pra correr.

Faltando alguns poucos quilômetros, um dos senhores que conversei no ônibus e por quem cruzei bem à frente na primeira volta da prova, passa por mim e logo depois o joelho já não resistia mais nem a caminhada, parei chorando de dor e alguém do apoio da prova disse que um pouco à frente havia uma barraca de primeiros socorros e que faltava muito pouco pra acabar.

Cheguei mancando na barraca onde passaram um spray no joelho. Tentei correr e quase caio. Segui caminhando. Já podia ver a linha de chegada, muitas palmas e palavras de estímulo. Corri uns 50 metros (o suficiente para aparecer correndo no vídeo de chegada) passando em meio a uma arquibancada e concluindo os 42,195km em 4:26:40s.



Não havia qualquer emoção. Não havia um só amigo para dividir aquele momento. Só muita dor e a preocupação rapidamente pegar as minhas coisas no guarda volumes, ir ao hotel pegar Juliana, Gabriel e Marcela e ir para o aeroporto.

Esse é o relato da prova. Agora vamos às lições dessa experiência.

Até aqui, nas corridas e no triathlon havia alcançado todos os objetivos planejados. Fiz isso sempre sem dar ouvidos às orientações de descansar um pouco mais e planejar melhor os treinamentos. Aos que insistiam no risco de lesão, respondia que não sentia dores (e não sentia mesmo até alguns dias antes da maratona), que planilha era besteira e que tinha os resultados que queria treinando da minha forma. Eu estava errado.

Podia dizer que perdi nos dias anteriores da prova. Que perdi pra falta de descanso, para falta de alimentação e hidratação adequada, pro mau planejamento da prova. Mas não. Eu perdi muito antes. Perdi pra minha teimosia e por achar que um corpo, em especial um corpo de 40 anos,  pode ser treinado sem descanso e sem orientação adequada.

Mas descobri também que não dá pra fazer uma maratona no meio de uma viagem de férias com a família. Eu não errei por levar a família pra maratona. Errei por inventar uma maratona num momento de lazer e convivência com as pessoas que mais amo. Eles não mereciam que eu parasse pra descansar ou que evitasse uma boa comida nos poucos dias do ano que eles me teriam em tempo integral e sem as preocupações do trabalho e da rotina.

Aprendi ainda que não tem a menor graça e que não tem cabimento, para um atleta amador e que faz as provas pro prazer e alegria, correr sozinho, fazer uma prova sem amigos, não ter a quem desejar boa sorte na largada e nem a quem abraçar após a linha de chegada. Correr é um ato de amizade e confraternização. Sem esses componentes, não tem a menor graça.

O resultado ficou longe do que eu esperava. Fiquei triste e frustrado. Mas, na corrida, como na vida, as derrotas nos ensinam mais que as vitórias. Resgatam nossa humildade e nos cobram uma reflexão sobre o que foi feito de errado para corrigir e seguir a caminhada. Sigo obstinado em concluir uma maratona em menos de 4 horas.  

Pesquisar conteúdo:


SOBRE O BLOG

O esporte e a atividade física sempre estiveram presentes na minha vida. Desde o futebol de moleque descalço na rua até os anos dedicação ao voleibol que me levaram a ser o levantador da seleção ... LEIA MAIS

MARCELO RAMOS

Advogado pós-graduado em Direito Processual Civil, deputado estadual e autor dos livros "Nossa Luta Diária" e "Velho Baú".

Copyright © 2013  •  Corro à Toa  •  Marcelo Ramos  •  marcelo_ramos_@hotmail.com